TECNOLOGIA E BEM-ESTAR SOCIAL: O EFEITO DA GAMAFICAÇÃO SOBRE A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA

Resumo

Este artigo analisou o impacto da gamificação em aplicativos móveis voltados à promoção da atividade física e ao fortalecimento de vínculos sociais. Foram incluídos nove estudos originais, publicados entre 2015 e 2025, com resultados empíricos em população adulta brasileira, indexados nas bases PubMed, Science Direct e Web of Science. A metodologia seguiu as seis etapas propostas por Souza; Silva; Carvalho (2010), permitindo uma compreensão ampla do fenômeno. Os resultados indicaram que aplicativos com interfaces simples e intuitivas, que incorporaram metas personalizadas, recompensas virtuais e feedback imediato, aumentaram o engajamento e a adesão à prática física. Além disso, recursos sociais como competição, colaboração e compartilhamento de conquistas funcionaram como redes de apoio, ampliando a motivação e o sentimento de pertencimento. Contudo, a maioria dos estudos apresentou limitações metodológicas, como curto período de acompanhamento e amostras reduzidas, o que restringe a generalização dos achados. Conclui-se que a gamificação, quando aliada a conexões sociais e tecnologias de monitoramento, constitui uma estratégia inovadora e promissora para incentivar hábitos ativos e promover mudanças comportamentais duradouras. Recomenda-se que pesquisas futuras adotem delineamentos longitudinais, ampliem a diversidade amostral e explorem interações híbridas, a fim de consolidar evidências sobre o impacto de longo prazo dessas intervenções digitais.

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Biografia do Autor

Erika Monteiro Tavares

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local (PPGDL), Centro Universitário Augusto Motta, UNISUAM, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Lucio Fabio Cassiano Nascimento

Doutor em Engenharia. Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta, UNISUAM, Rio de Janeiro, RJ.

Adalgiza Mafra Moreno

Doutora em ciências cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Vigilância em Saúde (PPGVS), Universidade Iguaçu, UNIG, Nova Iguaçu, RJ. Líder do Grupo de pesquisa Saúde e Envelhecimento, GPqSE, Universidade Iguaçu (UNIG), Brasil. Pesquisadora do Mestrado em Ciências da Atividade Física, Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Niterói, RJ.

Kátia Eliane Santos Avelar

Doutora em Ciências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadora em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Periferias da Universidade Santa Úrsula (USU). Pesquisadora do Grupo de Pesquisa do CNPq em Populações Vulneráveis e Direito da Universidade Iguaçu (UNIG), Nova Iguaçu, RJ. Pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Local do Centro Universitário Augusto Motta, UNISUAM, Rio de Janeiro, RJ.

Publicado
2026-06-11
Como Citar
TAVARES, Erika Monteiro et al. TECNOLOGIA E BEM-ESTAR SOCIAL: O EFEITO DA GAMAFICAÇÃO SOBRE A PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA. Revista da Seção Judiciária do Rio de Janeiro - Auditorium, [S.l.], v. 30, n. 64, p. 513-525, jun. 2026. ISSN 2177-8337. Disponível em: <http://lexcult.trf2.jus.br/index.php/revistasjrj/article/view/958>. Acesso em: 11 jun. 2026. doi: https://doi.org/10.30749/2177-8337.v30n64p513-525.
Seção
Dossiê “DIREITO E VULNERABILIDADE SOCIAL”

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